quarta-feira, 22 de maio de 2013

A Balança Pendeu Contra

Roney Domingos/G1

Chegando ao fim mais uma edição da Virada Cultural, foi a hora de fazer o balanço sobre o evento. E foi isso o que o Prefeito Haddad fez durante a coletiva de imprensa que aconteceu neste domingo, dia 19, e que foi relatado no espaço G1 da globo.com. 

Apesar de dizer que a vitória foi da cultura - com um evento de sucesso contando com aproximadamente 4 milhões de pessoas nas ruas de São Paulo -, pode-se dizer que a vitória foi em parte também da violência. Ao menos foi isso que os dados nos mostraram.

Foram 28 presos, duas mortes registradas (uma por overdose e outra baleada), 17 delitos de flagrantes, 12 roubos, 6 pessoas esfaqueadas, 1.800 pessoas atendidas pelo Samu devido ao consumo excessivo de álcool, e um número baixo de PMs e guardas-civis, aproximadamente 5.200, para atender um público de 4 milhões de pessoas.

Uma alta dos números referentes ao ano passado, onde 1 morte por overdose foi registrada, 67 deram entrada ao Samu por consumo excessivo de álcool, e somente 10 pessoas foram presas.

Na edição de 2013 nem o senador Eduardo Suplicy escapou, e teve seus pertences furtados durante o evento enquanto cumprimentava o público na praça da Estação Júlio Prestes. E que mais tarde voltou ao palco para pedir a devolução de seus documentos que foram encontrados quinze minutos mais tarde.

Houve  também boatos sobre possíveis omissões de policiais militares relatadas por participantes da Virada, que foram taxadas por algumas pessoas como "virada criminal, virada do terror, cilada cultural e roubada cultural", deixando claro sua insatisfação com a segurança do evento.

Para organizar um evento dessa magnitude, assim como os próximos grandes eventos que virão ao país, é necessário fazer um planejamento estratégico, construir uma boa gestão de crise e obter a capacidade de reunir o público juntamente com o serviço da prefeitura, melhor distribuindo os policiais, que devem ser treinados para que pessoas não tenham oportunidades para realizar delitos.

No campo da comunicação esses grandes eventos são muito bem vistos, e servem como uma ferramenta de aproximação, trazendo um retorno maior para a organização. 

3 comentários:

  1. O evento da virada cultural, no meu entender, passa por sérios problemas de relacionamento com o público visitante, apesar de ser um evento aberto, vários são os estilos e ritmos musicais dos que frequentam a região central da capital, nesse sentido, seria de fundamental importância os responsáveis pelo evento pensar em uma forma de fragmentar as apresentações por regiões, e com isso aproximar de fato os frequentadores pelas suas preferencias musicais e culturais...

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  2. Concordo com sua opinião Joci, mas acho que por ser um evento que busca entreter diversas pessoas através da cultura, não deveria fragmentar, pois assim dificulta o conhecimento de novos ritmos, sons, arte. Ao meu ver o intuito do evento é a expansão cultural na cidade.

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  3. Lu, o evento não tem uma integração transparente com os frequentadores, os responsáveis pela organização simplesmente contratam quem tem de contratar e deixa a própria sorte os visitantes, deixando o evento na berlinda, ou seja, a intenção é boa, mas vale ressaltar que em um ambiente de varias culturas e classes sociais misturadas ao mesmo tempo, tem que repensar a forma de integrar essas pessoas no contexto cultural, ou seja, a intenção e evitar o choque de cultura, (conflitos de ideias, opções sexuais, e opiniões sobre gostos e estilos musicais) que foi flagrante nesse evento...

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