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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O publicitário Ângelo Mori é o profissional da vez



Essa semana o blog entrevistou o publicitário Ângelo Mori. Formado em publicidade e propaganda, pelo Cetro Universitário Belas Artes De São Paulo.

1. O que te fez escolher o curso de publicidade e propaganda?
Quando criança gostava muito de desenhar, de chamar a atenção das pessoas com meus desenhos, me comunicava bastante com minha arte, mas publicidade não entrou no meu radar quando me perguntavam: “O que vou ser quando crescer”? Quando entrei no terceiro ano do ensino médio, visitei várias faculdades que tinham cursos de comunicação, conversei com vários coordenadores desses cursos (relações públicas, relações internacionais, Rádio e Tv e Publicidade e propaganda), foi amor à primeira vista, em fim me apaixonei por publicidade e propaganda.

2. Fale um pouco dos seus estágios?

Bom, atualmente estou estagiando no Centro Universitário Belas Artes, no departamento de vestibular, fazendo palestras nas escolas, para turmas do ensino médio, para alunos que estão em dúvidas, qual curso escolher, além criar campanhas de divulgação do vestibular da própria instituição.

3. Como se mantém atualizada em um mercado como o da comunicação, que requer constante aperfeiçoamento?
Gosto muito de participar de congressos e palestras, que estejam ligados à área de comunicação, acompanha bloques que falam do assunto e leio vários livros, que de maneira ampla trate do assunto do mundo publicitário.


4. O que faz a diferença em um bom profissional de comunicação?

Acredito que trabalhar com ética e profissionalismo, são fatores primordiais, para qualquer profissional de comunicação; Além de buscar sempre se profissionalizar,


5. Estuda outros idiomas, você acha que falar uma segunda língua é essencial?
Acredito que sim, mas sou um pouco crítico em relação a isso, se o profissional de comunicação, tem uma ambição de trabalhar em uma multe nacional, acho viável, agora se esse mesmo profissional almeja trabalhar apenas em empresas sediadas no Brasil, não vejo o porquê de uma segunda língua, mas como diz minha mãe: conhecimento nunca é demais.

6. qual seus planos para o futuro?
Pretendo abrir minha própria agencia de publicidade, prestar consultorias para grandes e pequenas empresas, atuar na reconstrução e valorização da marca de uma empresa.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Entrevista com Danilo Vidal

Nome: Danilo Vidal Magliocca
Idade: 29 anos
Profissão: Publicitário
Graduação: 2010 - Anhembi Morumbi - Comunicação Social: Publicidade e Propaganda

Agência MADRID - madridbr.com

1) Como foi abrir a sua próprio empresa? Quais são as vantagens e desvantagens? O que vocês fazem basicamente?
Tudo começou há 3 anos, quando trabalhei em uma agência de publicidade e tive experiências muito valiosas para essa decisão. Com pouca visão vanguardista e desorganizada, percebi que existia um enorme potencial criativo e produtivo nos nossos parceiros de trabalho, mas que não estavam sendo lapidados, por conta do excesso de trabalhos pesados, pouco criativos e flexíveis. Diante deste ambiente e inspirado na frase de Philip Sidney: "ou eu encontro um caminho ou eu o faço", decidi mudar o meu objetivo e comecei a buscar freelas. Em pouco tempo percebi que a demanda era alta e o mercado sentia uma enorme carência por um bom atendimento. Pensando nisso, convidei o meu parceiro de trabalho Rodolpho Pacolla  para ser meu sócio, pois ele tinha as mesmas percepções e opiniões a respeito de nossa experiência na agência. Prontamente aceitado! Rodolpho estava estudando e aplicando os conceitos do Design Thinking e Service Design aos trabalhos da agência que trabalhávamos, o que foi um grande diferencial em nossos trabalhos atuais, facilitando a criação de protótipos e projetos de um modo mais claro e dinâmico. Decidimos então fundar a Agência Madrid, que recebeu esse nome por termos nos conhecido e, de certa forma, foi onde toda a história da agência começou, num edifício com esse mesmo nome. A ideia e objetivo principal dela é a de entregar os materiais de qualidade, acompanhados de um atendimento diferenciado e muito mais próximo.  

Acredito que todo mundo que trabalha com criação deseja trabalhar com liberdade e essa é a nossa principal vantagem. Minha rotina mudou completamente permitindo me aprofundar mais em cada projeto, e seguir o conceito de Design Thinking que agrega muito mais qualidade aos trabalhos, visando sempre mais aprendizado e estudo e menos "mão na massa". Em contrapartida essa liberdade esta mergulhada em muita responsabilidade e acasos. É como um "equilíbrio de taças", gerenciar diversos clientes com demandas urgentes mantendo a qualidade e o prazo dentro do esperado.

Hoje, a empresa possui 2 anos e o nosso foco é contribuir para o desenvolvimento da empresa analisando e auxiliando estrategicamente, para melhorar a comunicação e transmitir os valores fundamentais do empreendimento para seus consumidores, desenvolvendo todo tipo de material promocional impresso ou digital. Como, por exemplo, vinhetas, anúncios, landing pages, marcas e etc.

2) Em quantas empresas/agências você trabalhou antes de iniciar seu próprio negócio?
Trabalhei 8 anos em uma agência de eventos, em uma editora durante 2 anos e 3 anos em uma agencia de publicidade. 

3) Qual é a sua dica para um recém formado ou para um aluno de comunicação?
Eu tenho a visão de que grande parte dos estudantes, ao saírem de um curso de graduação, acreditam que estão prontos e deixam de continuar os estudos, esperando que o mercado termine a sua formação e lhe traga sucesso. A minha dica é praticar de acordo com o conceito do Double Diamond.
 
 

Acredito que deste modo, mesmo que não seja possível prosseguir para um curso ou pós graduação, seu aprendizado será contínuo. Dá pra aplicar em qualquer projeto que inclua pesquisa e criação como uma marca, TCC ou até mesmo uma receita de bolo!

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Isabela Neves, a nossa profissional da vez



O profissional da vez de hoje é com a Isabela Neves da Silva Oliveira, 24 anos, formada em Marketing pela Anhanguera. Tivemos um bate-papo rápido e descontraído com ela a respeito da sua profissão. Confira!


1. Porque decidiu cursar Marketing?
Queria fazer publicidade e propaganda, mas sou muito mais ativa com cliente do que de ficar na frente de um computador criando. Então segui o conselho do meu pai e fui cursar marketing.

2. Teve apoio dos pais na sua decisão?
Sim. Acho que seria muito complicado se meus pais não apoiassem o curso que eu queria fazer, mas desde o início eles estavam lá torcendo por mim e acredito que isso foi um grande incentivo.

3. Dentre todas as áreas que um Marketeiro atua, qual a área que mais se identificou? Qual menos?
A parte que mais me identifiquei foi de estratégia mercadológica, porque eu adoro fazer esse tipo de planejamento. Já a que menos gostei foi a de cálculo de custos e preços de produtos, pois não é algo que me vejo trabalhando, ainda mais durante muito tempo.

4. Que área esta atuando no momento?
Nas últimas duas empresas atuei com estratégia de mercado.

5. Aonde pretende trabalhar no futuro?
Em algum grande empresa, no ramo de estratégia mercadológica.

6. O que mais gosta na profissão?
A constante mudança que é possível, pois é uma área que sempre inova. E como não gosto de ficar muito tempo fazendo uma coisa só, acaba sendo ótimo para mim.

7. Quais as maiores dificuldades enfrentadas na área?
A maior dificuldade  no mercado de trabalho é com certeza a dificuldade em encontrar uma vaga, pois ele é extremamente fechado.

8. Que conselho daria a um aluno de Marketing que pretende seguir carreira?
Não desista nunca. Mesmo quando tudo parecer que vai dar errado, continue. E se você quer alguma coisa, tem que ir atrás mesmo, batalhar muito, mas no final tudo vai valer a pena. O mercado é difícil mas a profissão é gratificante.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

O profissional da vez


Meu nome é Fabiene Mattos, tenho 31 anos e sou aluna do 6º semestre do curso de Relações Públicas do Centro Universitário Belas Artes e preciso dizer que, estou apaixonada pela profissão que escolhi.
Como foi a escolha do curso?
Demorei muito tempo para retornar aos estudos (doze anos) e, por isso, precisava escolher bem em qual curso queria me aventurar e fazer acontecer. Trabalhei durante doze anos em empresas de comunicação visual, e cheguei a pensar que Publicidade e Propaganda seria a escolha ideal, mas o relacionamento com os públicos sempre foi a base das minhas práticas.
Eis que surgiu a oportunidade de voltar a estudar, quando comecei a trabalhar na Belas Artes e através de uma pesquisa detalhada, percebi o quanto a profissão de Relações Públicas era compatível com meu perfil. A possibilidade de aprender técnicas de pesquisa, planejamento e estratégias, além do grande leque de caminhos que eu poderia percorrer dentro dessa área, foi o que me fez optar pelo curso e, confesso a vocês, foi a escolha mais perfeita que já fiz na minha vida.
O que pensa em fazer após a conclusão do curso?
Ainda não defini a especialidade dentro da profissão que pretendo trabalhar, afinal, tudo me fascina, porém, tenho uma quedinha maior pela comunicação interna de uma organização, ou até mesmo, me engajar na área de Relações Públicas Comunitária, desenvolvi um amor por esse braço da profissão, após a realização de um trabalho acadêmico que mudou radicalmente a minha visão de mundo.
Fugindo um pouco (ou muito) do ambiente organizacional, tenho em meus pensamentos uma grande vontade de lecionar também, então, investimentos em mais estudos de especialização e mestrado, estão em meus planos.
Quais conhecimentos adquiridos no estágio que não haviam sido fornecidos pela graduação?
Eu não estagio na área necessariamente, porém, tenho alguns projetos em andamento em que aplico os conhecimentos adquiridos em sala de aula. Como por exemplo, organizei a festa de 15 anos da minha filha. Foram 8 meses de preparação e dedicação usando as técnicas ensinadas durante a disciplina de Eventos; descobri como realizar um evento é complexo e como o trabalho minucioso faz toda a diferença, desde orçamentos de comes e bebes até a escolha do local e de sua decoração, mas, apesar de toda tensão e insônia que 230 convidados me causavam, no final tudo aconteceu perfeitamente como o planejado, não houve erros e o feedback dos convidados foi o melhor possível, o que me deixou mais gratificada.
No trabalho integrado de planejamento do semestre passado, meu grupo e eu optamos por uma empresa que não possuía uma comunicação concreta, assim, usamos os conhecimentos para a criação completa desse planejamento estratégico, que foi colocado em prática pela empresa de forma real. Pensamos nesse trabalho como um estágio de seis meses, afinal, foi todo executado com um cliente de verdade e colocado em prática, como nenhum outro projeto acadêmico do grupo havia sido realizado.
Meu próximo projeto em pauta (esse de criação própria) é uma campanha de conscientização que será criada junto à Prefeitura de São Paulo e conto com o apoio de uma agência de publicidade, ainda não posso dar muitos detalhes, mas prometo que assim que concretizada, o Blog RPantone terá a exclusiva sobre o assunto e poderá nos acompanhar no lançamento. A ideia é que empresas de grande porte também possam aderir à nossa campanha e demonstrar o quanto se preocupam com as questões de responsabilidade social.
O que diferencia um bom profissional de qualquer outro?
Em primeiro lugar, o conhecimento é essencial para que um bom profissional seja reconhecido. Ter completa convicção do que fala e o que faz, transmite confiança e dá credibilidade ao profissional. Clareza, transparência e ética devem andar de mãos dadas, trabalhamos com a disseminação de informações e confiança é a alma do negócio.
Acha outro idioma essencial nesse meio?
Um segundo idioma é importantíssimo para quem trabalha com comunicação, afinal, com a globalização, grandes organizações necessitam de profissionais capacitados para o contato a nível global. Sofro um pouco com isso, pois não possuo inglês ou espanhol e por isso conseguir um estágio se torna praticamente impossível, a exigência por um segundo idioma é muito grande, dificilmente encontramos vagas em que o inglês não é importante.
Estou à procura de estágio na área, quero muito me aventurar na profissão que escolhi para a vida, mas confesso que está bastante complicado. Trabalho, estudo e tenho filhos (sim, três filhos), o tempo está quase escasso, porém, comecei a me dedicar a aprender o inglês por conta própria, só enquanto não tenho tempo de investir em aulas particulares ou em um curso especializado. Espero conseguir resultados positivos, vontade de aprender não me falta.
O que não pode faltar a um profissional de RP?
O profissional de RP deve ser flexível, centrado e ter objetivos claros. Sabemos que todo planejamento tem seus deslizes e saber reverter um ponto negativo para pontos positivos é fundamental. Esse profissional deve ter sempre em mente que a maior ferramenta de trabalho é o público, o que impacta em todo e qualquer resultado a ser alcançado.
Não podemos esquecer-nos da responsabilidade social que deve fazer parte da vida cotidiana do profissional e precisa ser colocada em prática. O mundo precisa de pessoas que imponham essa visão e nada mais justo que sejamos nós, Relações Públicas, com toda nossa capacidade de disseminação.
Acredita que todo estudante deve passar por vários estágios ou fixar-se em apenas um?
Acredito ser importantíssimo que o estudante tenha experiências diferenciadas dentro da área de Relações Públicas. Nossa profissão possui um leque muito grande de possibilidades e se prender a apenas uma delas seria um desperdício da capacidade e do conhecimento que adquirimos durante os quatro anos de curso. Tenho as áreas que mais me agradam dentro da profissão, mas gostaria de experimentar de tudo um pouco, para sentir com o que realmente me identifico.

Para finalizar, agradeço ao Blog RPantone por me dar a chance de contribuir com meus pensamentos e passagens pelo curso. Meu amor pela profissão só aumenta e mostrar isso para aos novos colegas que estão chegando é muito gratificante. Não é preciso estagiar de maneira formal, com contrato assinado, para se aventurar na área; projetos próprios podem utilizar as técnicas que aprendemos e passam despercebidos, por isso, sempre digo que tudo que praticamos podem ser considerados grandes aprendizados profissionais.


terça-feira, 31 de maio de 2016

Entrevista com Guilherme Bento Almada

Guilherme Bento Almada, formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atualmente trabalha na multinacional Sizmek.

Arquivo pessoal


1) No início, foi difícil conseguir um trabalho?
No último ano de faculdade eu estava estagiando e fui efetivado na empresa quando me formei. Foi mais fácil, acredito que esse é o truque pra não ficar desempregado quando se forma. Nas épocas que precisei procurar emprego, o país não estava em crise, então foi mais fácil. A maioria das vagas era pra agências de publicidade.

2) O que você acredita que um profissional de comunicação precisa ter para se destacar no mercado de trabalho?
Muitas coisas (risos). Infelizmente, é um mercado um pouco desvalorizado, daqueles em que se acredita que "não precisa estudar pra saber marketing”. Na minha área, a pessoa tem que ser ágil e eficiente. Inglês é fundamental. Normalmente nas entrevistas é bom ter um pouco de experiência de trabalho em cada ponta (agência, empresa, adserver, cliente, etc.). Por mais que hoje muitas faculdades que não são consideradas de "primeira linha" tem ensino igual ou superior as de "primeira linha", existe ainda o preconceito sim da parte do entrevistador. Ter o nome "Mackenzie" na formação também já me ajudou em alguns casos.

3) Atualmente como você vê o mercado da comunicação no Brasil? Você acha que estamos muito atrasados em relação aos outros países?

Estamos atrasados sem dúvida nenhuma. Posso falar com propriedade da parte de marketing digital, na empresa onde trabalho, as sedes dos outros países já usam ferramentas avançadas que as agências de publicidade do Brasil, mal sabem que existem, e se sabem, não tem interesse ou tempo hábil para executar “Jobs” que demandariam muito mais tempo, mas entregariam resultados muito melhores. Nas agências digitais, como tudo é sempre pra ontem, é muito comum o pensamento de "entrega o básico que está ótimo".

terça-feira, 24 de maio de 2016

Entrevista com Anna Julia Bitelli


A entrevistada da semana é ninguém mais, ninguém menos que Anna Julia Bitelli! 
Ela tem 26 anos e é formada em Comunicação Institucional e Jornalismo pela UBC (Universidade de Braz Cubas) há 4 anos.
Hoje em dia Anna Julia é Produtora e Co-Diretora de videoclipes na Vras77, uma produtora Independente de São Paulo, que já é referência na cena do Rap Nacional, por ter atuado com grandes nomes da música, como Emicida e Rapadura Xique Chico.

Quando você decidiu fazer o curso, já tinha em mente a área de atuação que você se identificava mais?
Quando resolvi cursar comunicação, meu desejo era atuar na área com foco em Publicidade e Propaganda, mas no 4º semestre eu consegui uma oportunidade de estágio em uma Rádio, onde pude lidar direto com as notícias e ir para coberturas jornalísticas, o que fez com que eu aprendesse muito na prática e me apaixonasse pela profissão.
Mas quando surgiu a chance de trabalhar com videoclipes voltados para públicos do Rap Nacional eu não pensei duas vezes, pois, como moradora da periferia, sempre tive muito contato com esse estilo musical, então já era um Universo em que eu estava inserida. A experiência na Vras77 me proporcionou muito aprendizado e eu acabei me encontrando na Produção Áudio Visual.


Conta para gente um pouco sobre a sua carreira como Jornalista?
Antes de trabalhar na Vras77, já havia atuado como Jornalista em diversas mídias.
Posso citar algumas como: Rádio Metropolitana, Sempre Mais FM, Transcontinental FM, TV Mogi News e Artes Filmes. Todas contribuíram e muito para o meu crescimento profissional.


Como você vê o Mercado de Trabalho para os profissionais de comunicação?
As possibilidade são diversas! A área de atuação é vasta e com o avanço tecnológico houve um crescimento considerável nas oportunidades de carreira, tanto para Gerenciamento de Mídias, Social Mídia, quanto para Assessoria de Imprensa e Eventos.
É uma área que vale a pena investir por conta disso: o mercado de comunicação está sempre se renovando e há uma crescente procura por profissionais qualificados.



Quais pontos foram primordiais para o seu crescimento profissional?
Uma das coisas que mais me ajudou, foi o fato de eu ter estagiado em diversos lugares e com diferentes segmentos. 
Aproveitar bem o benefício de estágio nos capacita e permite que terminemos a faculdade prontos para grandes desafios.

Dica de amiga para os estudantes de comunicação:
Aproveitem bem todo o conteúdo teórico aplicado no curso, pois, ainda que durante a faculdade acabe se tornando algo maçante devido a quantidade de material proposto em aula, se você não absorver tudo o que for passado, mais pra frente pode fazer falta na hora de colocar os ensinamentos em prática.
Boa sorte e não tenham medo de arriscar! 

terça-feira, 10 de maio de 2016

Entrevista com Caio Baptista

Essa semana o entrevistado da vez é Caio Baptista, ou Caco, como todo mundo costuma chamá-lo. Ele tem se destacado como Community Manager e Diretor de Criação na agência Mutato, na conta de Avon, e conta um pouco da sua trajetória pra gente.


Com o que e onde trabalha?
Trabalho na Mutato como Community Manager e na Direção Criativa da conta da Avon.

Onde se formou?

Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.

Em qual curso?

Publicidade, Propaganda e Criação, com ênfase em Criação.

O que te levou a escolher esse curso?

Me apaixonei por publicidade aos 08 anos, por conta de outdoors que eram permitidos em São Paulo na época. Aos 13/14 anos comecei a pensar no futuro, fazendo testes vocacionais, e coincidentemente calhou de dar publicidade no resultado do teste, o que me motivou ainda mais a continuar no caminho.
Sempre curtia a sagacidade e o lado comido dos comerciais, os anos 90 eram cheios de boas e marcantes propagandas.

Como foi sua introdução ao mercado?

Entrei na publicidade oficialmente no meu primeiro estágio, lá pelo 3 ano da faculdade. Como minha faculdade se divide após os primeiros dois anos, a quebra acontece justamente nesse momento.
Entrei pro time de social media da Saraiva (Livraria) fazendo conteúdo para varejo, inicialmente. Com o tempo, pessoas saindo e responsabilidade aumentando, acabei por tomar conta do setor e participar mais da parte analítica, podendo dar mais insights e produzir coisas mais interessantes.
Depois de uns freelas, voltei a trabalhar, dessa vez em agência, o que é completamente diferente da minha primeira experiência onde eu trabalhava dentro do cliente.

Como você imaginou que seria a rotina do trabalho é como ela realmente é?

Inicialmente entre na agência como redator, o que já foi um choque pra quem fazia todos os campos do conteúdo.
A rotina era centrada num único ponto, que era a redação e isso mexeu bastante com a estrutura que eu estabelecia no meu método de trabalho.
A vida como community manager mudou mais ainda, por não ser algo que fazia tanta parte do meu universo. Embora já tivesse trabalhado fazendo coisas que pertencem a esse mundo, o título realmente mudou a forma de ver a profissão, hoje percebo que na verdade é o que eu faço de melhor.
Entre agendamento de conteúdos, contato com publico e gestão da própria comunidade, posso dizer que é uma rotina tranquila, dependendo do contexto ou da quantidade de projetos que a página/cliente tem.

Como você vê sua atuação como comunicólogo e contribuinte em um âmbito social?

Dentro daquilo que eu faço, eu sempre tento colocar o máximo de mim, e felizmente isso tem sido positivo pra minha jornada como comunicólogo. Com redes sociais, principalmente com o meu trabalho atual, eu consigo de alguma forma colocar as pessoas pra pensarem um pouco fora da caixa.
Tendo em vista que vivemos num período de constante transformação, isso se torna cada vez mais necessário, uma vez que muitas das marcas foram obrigadas a aprender a desconstrução para continuar atuando no mercado.
Por gostar muito do assunto, consegui de uma forma saudável trazer isso pro meu mundo profissional, claro que o posicionamento de marca auxilia muito, mas poder falar sobre gênero, sexualidade, feminismo e principalmente de forma didática é algo muito engrandecedor.
Essa atuação tem sido refletida a cada noticia dada sobre o posicionamento do cliente que eu atendo e com certeza, satisfação maior não há.

Tem alguma dica ou experiência que possa dividir com os que ainda estudam comunicação?

Vou fazer uma breve listinha, segue:
1) Revise mais de uma vez o que foi escrito, não importa o quanto já olhou, na dúvida olhe de novo.
2) Dar close errado é muito fácil, mas não é o fim do mundo se um acontecer. Saiba como contornar isso sem tornar qualquer problema em uma crise. E se virar crise, solucione-a em grupo.
3) Independente do cliente, trate pessoas como pessoas, não como número ou consumidores, as melhores oportunidades estão presas em contextos como esse, quanto mais veracidade na fala, melhor o trabalho.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Entrevista com Rafaela Polo

A entrevistada de hoje foi a Rafaela Polo, tem 26 anos, é formada há cinco anos em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela PUC-SP e atualmente trabalha na redação da revista Cosmopolitan do grupo Abril. 

Rafaela e Ian Somerhalder
Arquivo pessoal

1) O que te fez escolher trabalhar com comunicação?
Sempre fui a criança mais faladeira da família e gostava de escrever. Só que jornalismo não entrou no meu radar quando me perguntavam: "O que você vai ser quando crescer?", até quase meus 12 anos. Nessa época, uma amiga da minha família me perguntou quando eu disse para ela que seria Engenheira Química: "Mas se você gosta tanto assim de escrever, por que não tenta ser jornalista?". Desde esse dia foi foco na missão para chegar a profissão. 

2) Como foi o início da sua carreira ? Fale um pouco dos seus estágios e primeiro trabalho efetivado?
O início da minha carreira foi difícil como o de muita gente. Jornalismo não é uma área que tem muitas vagas abertas, então é preciso batalhar para conseguir um estágio. Primeiro trabalhei em uma assessoria de imprensa, atendendo uma conta corporativa. Após isso, passei para o entretenimento no site de uma revista para adolescentes — e não sai mais da redação. 

3) Fale um pouco sobre o atual trabalho na revista Cosmopolitan. Rotina é intensa, dinâmica?
A rotina é intensa e dinâmica. A gente trabalha bastante (e faz alguns plantões para cuidar das redes sociais aos finais de semana e feriados), mas é uma delícia, porque nunca fazemos a mesma coisa. Posso estar durante o dia na redação, à noite em um desfile, show, festa ou entrevistando alguma celebridade.  

4) Como se mantém atualizada em um mercado como o da comunicação que requer constante aperfeiçoamento?
Pode parecer clichê quando os professores falam, mas é primordial ler muito — e ler tudo. Quem gosta de trabalhar em internet, por exemplo, não pode esperar que todas as notícias apareçam no feed do Facebook para se sentir informado. O ambiente digital muda a cada dia, então é preciso pesquisar coisas novas em sites renomados no Brasil e no mundo. Eu, por exemplo, adoro grandes entrevistas, por isso leio sempre os perfis feitos pela GQ americana e os da COSMOPOLITAN ao redor do mundo. Entrevistadores diferentes fazem matérias diferentes. Países diferentes escrevem de forma diferente. Esse exercício é bom para conhecer novas técnicas e pegadas que surgem.

5) O que faz a diferença em um bom profissional de comunicação?
Ter um bom texto, ser desenvolto e resiliente. Hoje muitos profissionais trabalham em duas frentes: o impresso e o digital. Você tem que se adaptar e saber, durante um evento de trabalho, por exemplo, o que vale um Snapchat, um post no Instagram, o que seria uma boa matéria do site e o que daquele material vai funcional para um conteúdo da revista — ao mesmo tempo. Essa é parte da mágica de ser jornalista. 

6) Realiza cursos complementares constantemente? Estuda outros idiomas?
Estudar outros idiomas, para o jornalismo pelo menos, eu acho muito importante. Notícias acontecem em todos os lugares do mundo e é bom conseguir entender o que está rolando — nem que seja basicamente. Já fiz curso de Inglês, Espanhol e Italiano. 

7) Tem algum momento da carreira que tenha te marcado?

Quando entrevistei Ian Somerhalder, o Damon de The Vampire Diaries, para um perfil da revista. Eu sou fã e tive que ficar séria e profissional durante todo o tempo que fiquei com ele. Trabalho em primeiro lugar — o que não evitou que eu pedisse para tirar uma foto no fim. 

terça-feira, 26 de abril de 2016

Entrevista com Andreia França

Andreia França, 23 anos, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Nove de Julho.

Conte um pouco sobre a escolha do curso, quais motivos te levaram a optar por jornalismo?
Desde a época do ensino fundamental já admirava a profissão. Certamente, à medida que o tempo passa, só fez amadurecer a ideia de cursar jornalismo, nem mesmo a não obrigatoriedade do diploma me fez mudar de decisão.

Suas primeiras experiências profissionais na área. Foi um período difícil?
Minha primeira experiência profissional foi na Assessoria de Imprensa da Prefeitura de São Paulo, na Secretaria de Infraestrutura Urbanas e Obras. Atuei por cerca de dois anos como estagiária com conta pública. Também tenho experiência no setor privado, em agência de comunicação, prestadora de serviço.
Atualmente estou me dedicando apenas aos estudos. Conclui a graduação em dezembro de 2015. Este ano estou cursando extensivo na área de marketing digital e aperfeiçoando em idiomas. Agora, é momento de muito preparo.

Quais os diferencias você acredita serem necessários para que o profissional se destaque?
Antes de qualquer coisa, sou muito grata pelos conhecimentos adquiridos na universidade e durante o estágio. A área da comunicação sempre foi concorrida e sempre vai ser, evidentemente, permanecerão na área os que forem persistentes e para aqueles que acompanharem a necessidade do mercado e buscarem se atualizar sempre. Os jornalistas ganharam um serviço promissor, cada vez mais, é comum nos depararmos com jornalistas nas áreas de: marketing de conteúdo, ibound marketing e social média. Isso sem falar da área de assessoria de imprensa e comunicação interna. Enfim, o dever do jornalista dessa geração é buscar conhecimento constante e acompanhar as necessidades do mercado, sobretudo, da era digital.
Não me vejo em outra área a não ser comunicação, especialmente em comunicação com stakeholders, relacionamento com clientes, mídias sociais e ações de marketing.

Dicas para profissionais em início de carreira?
O segredo para o tão sonhado patamar de reconhecimento e sucesso: Não parar de estudar, aprender sempre.