Campanha “Sem vergonha de
usar camisinha” feita pelo Ministério da Saúde, que continha a peça “Eu sou
feliz sendo prostituta”, foi vetada pelo Ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
no dia 04.06. O material, que também continha vídeos e havia sido divulgado
pelas redes sociais, foi criação da oficina de profissionais do sexo, realizada
em março em João Pessoa. A campanha trazia mensagens contra o preconceito,
sobre a necessidade de prevenção contra DST (doença sexualmente transmissível)
aids e falava sobre a vontade das prostitutas de serem respeitadas.
Segundo o site da Revista
Época, houve uma manifestação extremamente negativa por parte dos deputados da
bancada evangélica e de outros parlamentares, que usaram a comissão de Direitos
Humanos, presidida pelo Pastor Marco Feliciano, para fazer críticas e pedir
maiores informações ao ministério da saúde sobre o tema. Enquanto o Ministro
Padilha afirmou “Enquanto for ministro, uma peça como essa não fará parte da
campanha”.
As prostitutas
participantes notaram que a campanha havia sido suspensa e modificada radicalmente,
para depois ser relançada. Foram retiradas peças com “Eu sou feliz sendo
prostituta”, “O sonho maior é que a sociedade nos veja como cidadãs”, “Não
aceitar as pessoas da forma que elas são é uma violência”, deixando apenas as
que eram associadas a prevenção com camisinha.
Segundo a presidente da
Rede Brasileira de Prostitutas, Gabriela Leite, elas irão revogar a autorização
do uso da imagem hoje (12.06) e também formalizar o fim da parceria com o
Ministério, no qual, desde 1989, faziam diversos trabalhos conjuntos sobre
prevenção contra DSTs.
O que você achou da
campanha? Será que ela daria certo? E sobre a atitude do ministro da Saúde,
acha que ele consegue evitar os temidos escândalos?
Deixe a sua opinião aqui
embaixo, ó ;)
Louvável a campanha de incentivo ao uso da camisinha. Mas deve-se tomar cuidado como que essas peças podem estar comunicando, afinal (e graças a Deus rs), a prostituição é crime. Deve-se incentivar a prevenção a doenças e o respeito a essa minoria, mas não o seu trabalho
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