sábado, 3 de maio de 2014

Insipra: De porteiro de escola a dono de rede de ensino.

 A fórmula secreta do bilionário da educação 

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Chaim Zaher, pode ser o homem mais rico do negócio de “Ensino Privado” no país. Um ex-franqueado do Colégio Objetivo, que almeja em pouco tempo ter 1 milhão de alunos estudando em suas escolas.
 
Com quase 500 mil alunos, o SEB detém a marca COC, líder no interior paulista, e outras renomadas, como o Dom Bosco, no Paraná, e o Inei, em Brasília. Ao todo, tem valor de mercado de R$ 604 milhões, mas essa fortuna não surgiu da noite para o dia.
Aos 18 anos, quando Chaim Zein se instalou em Pereira Barreto, decidiu voltar para Araçatuba (primeira cidade onde se estabilizou após sua vinda do Líbano), onde arrumou um emprego num cursinho local, chamado Prever. Foi porteiro e vendedor de matrículas e em pouco tempo, já entendia como funcionava a gestão de uma escola, enquanto, nas horas vagas, trabalhava como rádio-ator e colunista social local.
            

Em 1972, com a chegada de novos colégios e cursinhos, Chaim percebeu que o cursinho em que trabalhava estava sofrendo a ameaça da concorrência e ao tentar avisar seu patrão, o empresário Waldir Suliani, foi demitido logo em seguida. Não abalado, procurou parcerias os professores do Colégio Equipe de São Paulo, que também estavam criando um cursinho e quando Zaher soube que o dono do Colégio Objetivo era também da região de Araçatuba, os dois se tornaram grandes amigos e então surgiu uma forte parceria.
            
De lá para cá, o COC, que virou parte integrante do SEB, decolou. É o maior grupo de ensino médio do País, com mais alunos do que o próprio Objetivo. Uma das razões é a aliança desenvolvida com escolas públicas. Várias prefeituras do interior tornaram-se parceiras de Zaher ao adotar o método de educação conhecido como NAME, Núcleo de Apoio à Municipalização do Ensino. Desenvolvido pelos professores do COC, ele tem melhorado drasticamente os indicadores da educação pública. Os alunos das escolas públicas de Adolfo, uma pequena cidade de 3,9 mil habitantes no interior paulista, ficaram em primeiro lugar na avaliação do Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado pelo MEC. E as prefeituras pagam cerca de R$ 160/ano por aluno para ter acesso ao material didático do COC  e hoje, mais de 100 mil alunos da rede pública estão integrados a este sistema de ensino.

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