A fórmula secreta do bilionário da educação
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Chaim Zaher, pode ser o homem mais rico do negócio de
“Ensino Privado” no país. Um ex-franqueado do Colégio Objetivo, que almeja em
pouco tempo ter 1 milhão de alunos estudando em suas escolas.
Com quase 500 mil alunos, o SEB detém a marca COC,
líder no interior paulista, e outras renomadas, como o Dom Bosco, no Paraná, e
o Inei, em Brasília. Ao todo, tem valor de mercado de R$ 604 milhões, mas essa
fortuna não surgiu da noite para o dia.
Aos 18 anos, quando
Chaim Zein se instalou em Pereira Barreto, decidiu voltar para Araçatuba
(primeira cidade onde se estabilizou após sua vinda do Líbano), onde arrumou um
emprego num cursinho local, chamado Prever. Foi porteiro e vendedor de
matrículas e em pouco tempo, já entendia como funcionava a gestão de uma
escola, enquanto, nas horas vagas, trabalhava como rádio-ator e colunista
social local.
Em 1972, com a
chegada de novos colégios e cursinhos, Chaim percebeu que o cursinho em que
trabalhava estava sofrendo a ameaça da concorrência e ao tentar avisar seu
patrão, o empresário Waldir Suliani, foi demitido logo em seguida. Não abalado,
procurou parcerias os professores do Colégio Equipe de São Paulo, que também
estavam criando um cursinho e quando Zaher soube que o dono do Colégio Objetivo
era também da região de Araçatuba, os dois se tornaram grandes amigos e então
surgiu uma forte parceria.
De lá para cá, o COC,
que virou parte integrante do SEB, decolou. É o maior grupo de ensino médio do
País, com mais alunos do que o próprio Objetivo. Uma das razões é a aliança
desenvolvida com escolas públicas. Várias prefeituras do interior tornaram-se
parceiras de Zaher ao adotar o método de educação conhecido como NAME, Núcleo
de Apoio à Municipalização do Ensino. Desenvolvido pelos professores do COC,
ele tem melhorado drasticamente os indicadores da educação pública. Os alunos
das escolas públicas de Adolfo, uma pequena cidade de 3,9 mil habitantes no
interior paulista, ficaram em primeiro lugar na avaliação do Ideb, o Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica, criado pelo MEC. E as prefeituras pagam
cerca de R$ 160/ano por aluno para ter acesso ao material didático do COC e hoje, mais de 100 mil alunos da rede
pública estão integrados a este sistema de ensino.

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