quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Entrevista com Patrícia Sá



A entrevistada da semana é Patricia Sá! Com 30 anos, a profissional é formada em Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas pela Universidade de São Paulo – Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP). Concluiu seu curso em 2008 e hoje é Analista de Comunicação Corporativa da Siemens Healthcare. Acompanhe a entrevista completa!

- Foi difícil a escolha em cursar Relações Públicas? O que te motivou?
Absolutamente não. Sempre soube que a minha “praia” era Comunicação, só tinha dúvidas em relação ao curso: PP, RP ou Jornalismo. Acabei optando por RP, pois quando estudei as grades dos cursos citados, percebi que Relações Públicas me possibilitaria uma atuação em diversos campos da Comunicação, além de uma visão mais holística da área.

- Como você descreve o mercado de trabalho para Relações Públicas? Você percebeu mudanças durante esses anos em que você exerce a profissão?
Acredito que atualmente o mercado de RP está em ascensão no Brasil e um bom profissional pode encontrar oportunidades tanto em empresas privadas quanto em organizações públicas e do terceiro setor. As mudanças que venho observando é que cada vez mais as instituições entendem que além de oferecer um bom produto e/ou um bom serviço, é necessário ter um nome respeitado no mercado, ser transparente, conseguir um crescimento sustentável e ter ações coerentes com seus discursos, visões e valores. Por conta de diversos fatores que moldaram o atual cenário global das organizações, como a internacionalização das instituições, a generalização e “democratização” da Internet, a pluralidade de vozes que as redes propiciaram, o profissional de RP tem cada vez mais desafios para comunicar e engajar seus principais stakeholders, e até mesmo conhecê-los em profundidade.

- Durante sua carreira, você já teve experiências em agências e em empresas. Para você, qual a principal diferença de se trabalhar em cada um desses ambientes?
Acho muito positivo ter ambas as experiências de atender o cliente e ser o cliente, até mesmo para saber até onde posso exigir e reivindicar atividades de um fornecedor ou parceiro. Numa agência o ambiente geralmente era um pouco mais informal, com menos processos. Já numa empresa, principalmente nas multinacionais, há uma infinidade de outras atividades que tomam bastante tempo da minha rotina de trabalho. Há muito mais reuniões, mais processos, treinamentos e leva um tempo até atender como funciona o negócio da empresa como um todo. Em geral, uma agência possui processos mais simplificados e uma rotina mais fluida. A cultura de um ambiente corporativo também é outra. Não acho que uma experiência foi melhor ou pior que outra. São apenas diferentes e para mim, complementares.
- Você passou por alguma experiência muito marcante ou inusitada ao longo da sua carreira como profissional de Relações Públicas?
Quando cursava Relações Públicas na ECA tive a oportunidade de estudar na Espanha, mas naquela época eu estava em meu primeiro estágio e nem eu, nem meus pais tinham condições de pagar os custos com moradia e alimentação no exterior. Acabei perdendo a bolsa. Aquela experiência foi bastante frustrante para mim, pois sempre quis morar fora, principalmente na Europa, conhecer outras culturas, etc. Só tive a oportunidade de morar fora e melhorar meu inglês depois de formada. E no meu primeiro ano de Siemens, participei de um concurso com um projeto sobre a prevenção do câncer de mama para os colaboradores. Meu grupo foi o vencedor da categoria de Sustentabilidade e ganhamos uma viagem para a Europa. Foi um momento muito marcante na minha vida, pois além de ter tido a oportunidade de ter um importante reconhecimento na empresa, pude (finalmente!) conhecer um pouco da Europa. Depois deste prêmio, tive e ainda tenho diversas oportunidades de viajar a trabalho e participar de projetos globais.

- Como profissional já formada, que conselho você daria aos estudantes e futuros profissionais da área?
Independente do curso e da área que se escolhe, acredito 100% que a pessoa deve realmente fazer o que gosta, procurar atividades que se tem afinidades e das quais os desafios proporcionem o famoso “brilho nos olhos”. Ser bem sucedido e ter reconhecimento financeiro são apenas consequências. É importante também ter comprometimento em tudo o que se faz. Seja num grupo de estudos, no grupo do TCC, num estágio ou na alta administração de uma empresa. Não importa! Ter comprometimento e paixão no que faz é essencial para qualquer profissional que almeja o sucesso.



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