Fonte imagem e matéria: http://noticias.terra.com.br
Paquistanesa de Mingora, no vale do Swat, país
profundamente conservador, Malala
Yousafzai, de 17 anos, sobreviveu a um atentado dos talibãs: um tiro na cabeça
quando voltava de ônibus da escola, em 9 de outubro de 2012, sob alegação de
“promover a cultura ocidental em áreas pashtuns”. Através de sua campanha em
prol do direito à educação das meninas e contra o fundamentalismo religioso,
ela ganhou a simpatia do mundo.
Malala nasceu e cresceu em um contexto onde muitas
vezes se espera que as mulheres fiquem em casa para cozinhar e criar os filhos,
as autoridades de Swat, afirmam que apenas metade das meninas frequentam a
escola.Em 2008, o líder talibã local emitiu uma determinação exigindo que todas
as escolas interrompessem as aulas dadas às meninas por um mês. Na época, ela tinha
11 anos e escreveu um blog com uma identidade secreta para a BBC, no qual
falava sobre sua paixão pelos estudos e as dificuldades enfrentadas no Paquistão
sob domínio do talibã.
Em 9
de outubro de 2012, Malala voltava da escola para casa com amigas. Em sua terra
natal, o Vale do Swat, quando militantes talibãs invadiram o ônibus em que
estavam e dispararam um tiro contra a cabeça da adolescente. Mesmo em estado
crítico, ela foi transferida para Birmingham, na Inglaterra, onde se
reabilitou.
Embora Malala tenha recebido muito apoio e elogios
ao redor do mundo – incluindo diversas manifestações contra o ataque, no
Paquistão a resposta para a sua ascensão ao estrelato foi mais cética. Mas ela
não se abalou, muito pelo contrário encontrou no ataque, uma maneira de dar voz
aqueles que por medo, se mantinham calados: “Os talibãs atiraram no lado esquerdo da minha testa. Atiraram nos meus
amigos também. Eles acharam que aquelas balas nos silenciariam. Mas falharam e,
então, do silêncio vieram milhares de vozes. Os terroristas pensaram que eles
mudariam meus objetivos e interromperiam minhas ambições, mas nada mudou na
vida, com exceção disto: fraqueza, medo e falta de esperança morreram. Força,
coragem e fervor nasceram “
A paquistanesa é a mais jovem vencedora do Prêmio
Nobel da Paz. Desde que se recuperou, falou nas Nações
Unidas, conheceu a rainha Elizabeth II, foi nomeada pela revista
"Time" uma das cem pessoas mais influentes do mundo e escreveu sua
autobiografia, "Eu Sou Malala".
Eu sou
Malala é um livro genial, que além de contar a vida de Malala Yousafzai, nos
faz refletir sobre nós mesmos, sobre nossas vidas e nosso papel no mundo, nos
faz pensar no outro, a ver que no mundo há pessoas com problemas de verdade. Um
livro tocante, que mostra o medo e a aflição de viver em meio a um regime
brutal como o Talibã, e a luta através da palavra diante o mundo, para reverter
tal situação. O desafio de ter sido baleada por apenas querer viver, estudar, e
como Malala usou isso para intensificar ainda mais a luta em busca de maiores
igualdades e direitos, para as mulheres, crianças, para todos. Uma leitura mais
que recomendada, mas obrigatória, para pensar, refletir, aprender, sorrir e se
motivar a lutar por um mundo melhor
A vitória da causa de Malala representa uma preocupação
internacional em torno das relações de poder que os homens exercem sobre as
mulheres em muitos países. Essa visão de poder se reflete no acesso à educação
da população feminina. Quanto a estas questões Malala tem muito a nos ensinar e
inspirar “Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo”

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