quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A censura de cada dia

A nova medida do prefeito Fernando Haddad, já apresenta discussões em São Paulo. Haddad propõe em sua gestão, que a Avenida Paulista, um dos cartões postais da cidade, seja fechada para pedestres aos domingos, proibindo assim, a circulação de veículos. Porém, o tema foi alvo de uma abordagem um tanto quanto manipulada em um dos maiores veículos formador de opinião pública, o Estado de São Paulo.
A manchete diz “25% dos comerciantes são contra fechar Paulista para carros, mostra pesquisa”. Porém, de um jeito camuflado, a maioria é deixada de lado e não tem seu papel na chamada. Há, na matéria do Estadão, uma forma de censura e manipulação para levar o leitor a concordar com a, provável, opinião desejada pelo veículo.
Em tempos anteriores, a censura já existia e suas barreiras, em grande parte, eram físicas. Hoje as barreiras mudaram, mas a censura ainda se faz presente. Há vários fatores que limitam nosso acesso aos fatos, as censuras artificiais, as limitações do contato social, a relativa falta de tempo disponível diariamente para prestar atenção nos assuntos públicos, a distorção emergente de eventos que precisam ser comprimidos em mensagens breves, entre outros.
Os leitores que só leram a manchete da matéria, por enfrentar a barreira de falta de tempo disponível, por exemplo, acreditarão que o fechamento da Avenida Paulista prejudicou grande parte dos comerciantes da região.
Eles foram censurados e nós também somos todos os dias por um jornalismo que não cumpre sua imparcialidade e publica notícias extremamente tendenciosas.

A busca por fontes alternativas de informação talvez nos ajude a fugir da censura que assola os dias de hoje.

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