Fonte: arquivo pessoal
E a entrevistada dessa semana é Else Lemos, Relações-públicas pela Universidade Federal de Goiás (1996),
com especialização em Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e
Relações Públicas (ECA-USP / 2001) e mestrado em Ciências da Comunicação
(ECA-USP / 2003). Doutoranda no programa de Ciências da Comunicação (ECA/USP).
Especialista em Gestão da Comunicação Digital (ECA-USP) (2011). Docente nos
cursos de especialização Gestcorp e Digicorp, ambos pela ECA-USP. Docente na
Faculdade Cásper Líbero. Gerente de Programas educacionais da Aberje
(Associação Brasileira de Comunicação Empresarial). Ampla experiência
profissional em Comunicação Institucional/Corporativa, Educação e Produção
Editorial. Seu trabalho tem como ênfase Comunicação Organizacional e
Institucional, Competências do profissional de Comunicação, e Ensino de
Comunicação.
Quais foram suas primeiras ações como
relações-públicas em seu caminho profissional?
Sempre
desejei empreender, e ainda no curso de Relações Públicas, optei por iniciar
meu próprio negócio, uma escola de idiomas. Da criação de uma marca à
divulgação e aproximação com parceiros, pude aplicar alguns dos conhecimentos
que aprendia nas aulas.
No contexto que a gente vive atualmente, o que você caracteriza como importante para o perfil do relações-públicas?
Além de
competências técnicas essenciais como redação exímia, apenas para exemplificar,
outros fatores se tornaram determinantes para que o profissional tenha destaque
no mercado. Boa comunicação interpessoal e flexibilidade são essenciais em
todas as profissões, e ainda mais quando se fala em relações públicas. O
relações-públicas contemporâneo precisa saber ouvir em meio a um grande volume
de falas, ruídos e protagonismos. Por isso, ele precisa desenvolver sua
habilidade para observar pessoas, o entorno e as questões emergentes no
macroambiente, e criatividade para identificar oportunidades de relacionamento
e para criar redes de engajamento, interação e inovação.
Como é para você exercer a carreira acadêmica e
corporativa?
É
gratificante aprender na prática do trabalho diário em uma organização, mas
também pela troca com alunos e outros colegas docentes. Um ambiente se alimenta
do outro, não há dissociação entre academia e mercado, por isso, posso dizer
que minha plena realização profissional só seria possível se eu transitasse
entre um e outro.
Qual é sua linha de atuação dentro da área de
relações públicas?
Atuo nas
áreas de planejamento de comunicação, comunicação em apoio a branding,
gerenciamento da comunicação de crises e, de forma mais direta, hoje, na
identificação de competências-chave do comunicador e no desenho de programas
educacionais que contribuam para a formação dos profissionais que atuam em
Comunicação Corporativa e áreas correlatas, como Gestão de Pessoas, por
exemplo.
Qual a mensagem que deixa aos futuros colegas que
sairão com um diploma de relações públicas da faculdade nos próximos anos?
Que
exerçam a profissão com a seriedade e o senso ético que ela requer. Lidamos com
mensagens, contextos e pessoas, e nossa influência deve ser benéfica e
inspiradora, sempre.
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