quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O Cruel Comércio de Peles


A utilização de peles de animais pelos humanos, especialmente em suas vestimentas, data de muito tempo, iniciando-se com os primeiros seres no planeta que, ao caçarem determinados animais para sua alimentação, perceberam que podiam também aproveitar suas peles para protegerem-se do frio. Vale ressaltar que se tratava de caça para subsistência e, consequente, aproveitamento da pele, sendo esta prática a única possível e existente na época para a sobrevivência humana. 
Com a chamada evolução da sociedade e com o desenvolvimento industrial, a caça de animais para utilização de suas peles continuou, porém, com uma fatal agravante – passou a ser realizada cada vez mais em larga escala e com métodos absurdamente cruéis, sendo praticada especialmente para a satisfação de um mercado de vaidades burguesas e como marca de status social.
Os animais criados em cativeiro para a extração da pele vivem em gaiolas minúsculas por toda sua existência, e sofrem constantemente com medo, estresse, doenças, parasitas e outros problemas físicos e/ou psicológicos. Alguns animais como as martas, por exemplo, que são solitários e estão acostumados a ocupar grandes territórios quando são de vida livre, chegam a cometer automutilação ao verem-se em cativeiro. Há também casos de canibalismo entre os animais quando mantidos em gaiolas lotadas. 
Não há leis, normas ou qualquer tipo de regulamentos sobre métodos de abate para animais utilizados pela indústria peleteira. Assim, como o que se visa com a atividade é o lucro, com os menores custos possíveis e melhor aproveitamento das peles que, quanto mais intactas estiverem, mais valiosas serão, temos visto métodos absurdamente cruéis para a matança desses animais: asfixia, eletrochoque, envenenamento com estricnina, câmara de descompressão e quebra de pescoço são os mais utilizados. Algumas vezes estes métodos não propiciam a morte imediata do animal, que tem seu esfolamento iniciado ainda com vida. 
Também se deve ressaltar que a indústria peleteira não traz apenas a crueldade dos animais, mas também grande destruição ambiental.  A energia elétrica utilizada para a produção de um casaco de pele natural corresponde de vinte a sessenta vezes mais do que se gasta na produção de um casaco de pele sintética, por exemplo. Há ainda o grande risco de contaminação de águas devido à grande quantidade de produtos químicos utilizados para o curtume das peles.
Portanto, vale pensar duas vezes antes de adquirir algum produto que seja de pele verdadeira. Sem contar que, com a evolução na tecnologia têxtil, nos dias de hoje, temos a disposição tecidos muito semelhantes às peles e couro de animal, mas de melhor qualidade térmica. Além disso, o tecido sintético traz benefícios extras como maior durabilidade, facilidade de manutenção, valor mais acessível, menor custo de produção, além de preservar o meio ambiente.
Vale lembrar, que ao utilizar pele/couro sintética você passa a mensagem de se preocupar com os animais e com o planeta, sem abrir mão da moda. Ao contrário da pele de origem animal, que definitivamente é fruto de uma indústria fútil, cruel e injustificável. A mudança de hábitos faz bem para a nossa saúde, para o planeta, além de preservar a vida de outras espécies!


Fonte da Imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh3yFMmP7SCi3SNLQyMmxeSgMBQouGkQKr2EBVOtsIKVHaMYUsiLjrJj0JCXf4GuhNO848OybIFHQKeKYqgRoc7Co8F4QVTtDpLe11c8Tayq9iyYiQJOHniHb1XbYv-d_q62yN0cobiTHQw/?imgmax=800

Fonte do Texto: http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fwww.ranchodosgnomos.org.br%2Fcruel_comercio.php&h=JAQE-Awca

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