| Foto: arquivo pessoal |
E a última entrevistada pelo blog RPantone no evento “Talentos da Casa 2015”, foi Flávia Vanzela Lania. Flávia é analista sênior de Comunicação da Whirlpool Latin America, Relações Públicas graduada pela Faculdade Cásper Líbero, possui pós-graduação em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. e atuou em empresas como a Máquina da Notícia, Burson Marsteller e Lopes Consultoria de Imóveis.
Nós sabemos que não existe uma fórmula mágica para o sucesso, mas entendemos que existem pontos em comum na história de carreira de pessoas bem sucedidas. Você consegue destacar para nós alguns pontos da sua trajetória que enxerga como cruciais para o seu crescimento como profissional?
O que me fez desenvolver muito mais na profissão foi o feedback constante. Primeiro, porque muitas vezes não percebemos quais são nossos pontos fracos ou quais precisamos desenvolver, portanto, precisamos do feedback de alguém que está de fora e que está ali para isso, como o mais poderoso que pode ter que é do seu gestor.
Que dica você pode dar para quem está ingressando agora no mercado de trabalho?
Acho que tentar descobrir onde você se encaixa, aliás, é o mais difícil. Entender o que gosta de fazer e o que não gosta. Na faculdade criamos muita expectativa na nossa cabeça, e muitas das vezes quando você vai trabalhar é totalmente diferente, pois além da atividade, envolve o lugar onde trabalha, as pessoas da equipe ou os clientes que você atende. Então, a dica que dou é que experimentem, procurem e façam estágio sempre levando a sério, porque a escolha de continuar ou não, é sua e não da empresa. Tem que sair deixando um legado, deixando a sensação de grande perda, porque o mundo dá voltas e a gente nunca sabe se um dia vai ter oportunidade de voltar ou não.
Esteja aberto ao que vier e desempenhe bem sempre!
No site de vocês há uma descrição sobre a instituição. Lá dizem que os mais de 15 mil funcionários estão impregnados da missão “de, cada vez mais, não só atender, mas antecipar as necessidades dos consumidores e traduzí-las em produtos e serviços que sejam sustentáveis, pioneiros, únicos e façam a vida das pessoas cada dia melhor”. Como você enxerga isso no dia a dia da empresa e como isso é passado para o público? Como vocês convencem o público de que comprando produtos das marcas Brastemp, Consul e KitchenAid eles estão adquirindo bens sustentáveis, que hoje é algo muito cobrado pela sociedade e que foram pensados para facilitar e melhorar suas vidas?
Na minha opinião de colaboradora, afinal, não sou porta voz da companhia, acho que a Whirlpool tem uma cultura muito forte. Eu lembro que quando fui fazer a entrevista lá, me disseram que me identificava com a cultura da companhia e na hora pensei, onde? Porém, você percebe onde na primeira semana de trabalho, tanto que a carreira lá é multifuncional, independente da sua área de formação, ou seja, hoje eu estou na área de comunicação, amanhã estou no RH, depois no marketing, na engenharia. Óbvio que tem áreas mais técnicas, acho até difícil eu ir para Finanças, mas se você tem aderência à cultura e aos valores da companhia você roda em qualquer área.
A cultura é muito forte e você percebe que as pessoas têm comportamento muito parecido lá dentro, em relação aos valores e missão da Whirlpool. Existe um modelo de liderança na companhia, algumas atitudes que a empresa espera do colaborador e eu vejo isso 100% na prática. Eu vejo os valores, missão, visão e todas as metas exercidos no dia a dia e que são baseados na arquitetura estratégica, tudo muito casado e transparente. Não tenho dúvida que são muito claros esses processos no dia a dia e isso acaba transparecendo para o consumidor, que gera um valor de marca através dos funcionários.
| Flávia e sua estagiária Mithály no Talentos da Casa Foto: Marina Gonzaga |
Você é formada em Relações Públicas e vem construindo sua carreira na comunicação, já atuou em empresas como “Máquina da Notícia”, “Burson Marsteller” e “Lopes Consultoria de Imóveis”. Como você enxerga HOJE a Flávia no início da carreira e como você se enxerga amanhã? Você tem alguma prospecção para os próximos anos, algum plano de carreira, um nível profissional que você ainda não atingiu mas pretende atingir, ou seu foco está no momento que está vivendo agora?
Eu me enxergo bem diferente, porque quando eu comecei a trabalhar na “Máquina” eu não sabia nada mesmo, não tinha nem ideia de como ligar um fax, por exemplo. E, como todo mundo, evolui muito.
Acho que tem pessoas muito programadas, e eu tinha planos um pouco macros, nunca pensei em trabalhar na empresa X, na área X, fazendo X coisas, mas eu sabia que queria começar a estagiar em agências, porque não me via em uma carreria de agência, então, sempre quis fazer isso no começo, foi quando trabalhei na Máquina, e fiquei lá por três anos, praticamente minha faculdade inteira.
Quando voltei de um intercâmbio, não queria trabalhar em agência e só aparecia agência. Fui trabalhar na “Burson”, mas só fiquei por três meses e entrei na Lopes. Queria trabalhar com uma construtora, tinha vontade de trabalhar no mercado imobiliário, e foi meu primeiro emprego de verdade durante seis anos, como se fosse meu primeiro amor. Apesar de todos os efeitos que toda empresa tem e coisas que eu não concordava, eu sempre fui apaixonada pelo trabalho lá. Sair foi uma decisão difícil porque na Lopes eu trabalhava no marketing e para onde e fui, na Whirlpool, eu tomaria um outro rumo na carreira.
Eu já estava lá há muito tempo e queria conhecer outras áreas, já era coordenadora, então eu sabia que quanto mais eu subisse, mais seria difícil migrar para outro lugar. E quando apareceu a oportunidade, eu achei ideal para atuar como relações públicas mesmo, pois o marketing tem um foco bem diferente que visa só o consumidor.
Nunca planejei muito, mas era mais ou menos o que eu esperava, testar um pouco, antes de ser específica. Quando eu saí da Lopes, eu queria muito trabalhar na Whirlpool, e acho que o fato de desejar demais uma coisa, faz com que aconteça. E lá, o que eu sinto, é que as pessoas têm mil empregos dentro da mesma empresa, quero dizer, se eu achar que preciso voltar para o marketing, posso exercer lá dentro, se eu achar que quero gerir pessoas pelo RH, lá também eu consigo. Me vejo muito tempo na companhia ainda e essa flexibilidade que faz toda a diferença.
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