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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Talentos da Casa 2015 - Entrevista com Flávia Vanzela

Foto: arquivo pessoal
E a última entrevistada pelo blog RPantone no evento “Talentos da Casa 2015”, foi Flávia Vanzela Lania. Flávia é analista sênior de Comunicação da Whirlpool Latin America, Relações Públicas graduada pela Faculdade Cásper Líbero, possui pós-graduação em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas. e atuou em empresas como a Máquina da Notícia, Burson Marsteller e Lopes Consultoria de Imóveis.
Nós sabemos que não existe uma fórmula mágica para o sucesso, mas entendemos que existem pontos em comum na história de carreira de pessoas bem sucedidas. Você consegue destacar para nós alguns pontos da sua trajetória que enxerga como cruciais para o seu crescimento como profissional?
O que me fez desenvolver muito mais na profissão foi o feedback constante. Primeiro, porque muitas vezes não percebemos quais são nossos pontos fracos ou quais precisamos desenvolver, portanto, precisamos do feedback de alguém que está de fora e que está ali para isso, como o mais poderoso que pode ter que é do seu gestor.
Que dica você pode dar para quem está ingressando agora no mercado de trabalho?
Acho que tentar descobrir onde você se encaixa, aliás, é o mais difícil. Entender o que gosta de fazer e o que não gosta. Na faculdade criamos muita expectativa na nossa cabeça, e muitas das vezes quando você vai trabalhar é totalmente diferente, pois além da atividade, envolve o lugar onde trabalha, as pessoas da equipe ou os clientes que você atende. Então, a dica que dou é que experimentem, procurem e façam estágio sempre levando a sério, porque a escolha de continuar ou não, é sua e não da empresa. Tem que sair deixando um legado, deixando a sensação de grande perda, porque o mundo dá voltas e a gente nunca sabe se um dia vai ter oportunidade de voltar ou não.
Esteja aberto ao que vier e desempenhe bem sempre!
No site de vocês há uma descrição sobre a instituição. Lá dizem que os mais de 15 mil funcionários estão impregnados da missão “de, cada vez mais, não só atender, mas antecipar as necessidades dos consumidores e traduzí-las em produtos e serviços que sejam sustentáveis, pioneiros, únicos e façam a vida das pessoas cada dia melhor”. Como você enxerga isso no dia a dia da empresa e como isso é passado para o público? Como vocês convencem o público de que comprando produtos das marcas Brastemp, Consul e KitchenAid eles estão adquirindo bens sustentáveis, que hoje é algo muito cobrado pela sociedade  e que foram pensados para facilitar e melhorar suas vidas?
Na minha opinião de colaboradora, afinal, não sou porta voz da companhia, acho que a Whirlpool tem uma cultura muito forte. Eu lembro que quando fui fazer a entrevista lá, me disseram que me identificava com a cultura da companhia e na hora pensei, onde? Porém, você percebe onde na primeira semana de trabalho, tanto que a carreira lá é multifuncional, independente da sua área de formação, ou seja, hoje eu estou na área de comunicação, amanhã estou no RH, depois no marketing, na engenharia. Óbvio que tem áreas mais técnicas, acho até difícil eu ir para Finanças, mas se você tem aderência à cultura e aos valores da companhia você roda em qualquer área.
A cultura é muito forte e você percebe que as pessoas têm comportamento muito parecido lá dentro, em relação aos valores e missão da Whirlpool. Existe um modelo de liderança na companhia, algumas atitudes que a empresa espera do colaborador e eu vejo isso 100% na prática. Eu vejo os valores, missão, visão e todas as metas exercidos no dia a dia e que são baseados na arquitetura estratégica, tudo muito casado e transparente. Não tenho dúvida que são muito claros esses processos no dia a dia e isso acaba transparecendo para o consumidor, que gera um valor de marca através dos funcionários.
Flávia e sua estagiária Mithály no Talentos da Casa
Foto: Marina Gonzaga
Você é formada em Relações Públicas e vem construindo sua carreira na comunicação, já atuou em empresas como “Máquina da Notícia”, “Burson Marsteller” e “Lopes Consultoria de Imóveis”. Como você enxerga HOJE a Flávia no início da carreira e como você se enxerga amanhã? Você tem alguma prospecção para os próximos anos, algum plano de carreira, um nível profissional que você ainda não atingiu mas pretende atingir, ou seu foco está no momento que está vivendo agora?
Eu me enxergo bem diferente, porque quando eu comecei a trabalhar na “Máquina” eu não sabia nada mesmo, não tinha nem ideia de como ligar um fax, por exemplo. E, como todo mundo, evolui muito.
Acho que tem pessoas muito programadas, e eu tinha planos um pouco macros, nunca pensei em trabalhar na empresa X, na área X, fazendo X coisas, mas eu sabia que queria começar a estagiar em agências, porque não me via em uma carreria de agência, então, sempre quis fazer isso no começo, foi quando trabalhei na Máquina, e fiquei lá por três anos, praticamente minha faculdade inteira.
Quando voltei de um intercâmbio, não queria trabalhar em agência e só aparecia agência. Fui trabalhar na “Burson”, mas só fiquei por três meses e entrei na Lopes. Queria trabalhar com uma construtora, tinha vontade de trabalhar no mercado imobiliário, e foi meu primeiro emprego de verdade durante seis anos, como se fosse meu primeiro amor. Apesar de todos os efeitos que toda empresa tem e coisas que eu não concordava, eu sempre fui apaixonada pelo trabalho lá. Sair foi uma decisão difícil porque na Lopes eu trabalhava no marketing e para onde e fui, na Whirlpool, eu tomaria um outro rumo na carreira.
Eu já estava lá há muito tempo e queria conhecer outras áreas, já era coordenadora, então eu sabia que quanto mais eu subisse, mais seria difícil migrar para outro lugar. E quando apareceu a oportunidade, eu achei ideal para atuar como relações públicas mesmo, pois o marketing tem um foco bem diferente que visa só o consumidor.

Nunca planejei muito, mas era mais ou menos o que eu esperava, testar um pouco, antes de ser específica. Quando eu saí da Lopes, eu queria muito trabalhar na Whirlpool, e acho que o fato de desejar demais uma coisa, faz com que aconteça. E lá, o que eu sinto, é que as pessoas têm mil empregos dentro da mesma empresa, quero dizer, se eu achar que preciso voltar para o marketing, posso exercer lá dentro, se eu achar que quero gerir pessoas pelo RH, lá também eu consigo. Me vejo muito tempo na companhia ainda e essa flexibilidade que faz toda a diferença.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Talentos da Casa 2015 - Entrevista com Katia Sala



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Foto: arquivo pessoal
Formada em Relações Públicas pelo Centro Universitário Belas Artes e com especialização em Gestão de Projetos pela FIA, Katia Sala possui experiência nas áreas de comunicação externa e interna, eventos, marketing e responsabilidade corporativa. Passou por grandes empresas como Cargill Agrícola, General Eletric do Brasil, e atualmente é Coordenadora de Comunicação da Johnson & Johnson.

Antes de você ingressar na Johnson & Johnson, uma companhia de saúde, higiene e bem-estar, era coordenadora de comunicação da GE Aviação, companhia que fabrica turbinas de avião e produz sistemas mecânicos e elétricos para aeronaves. Como se deu essa mudança?

 Eu trabalhava na G.E Aviação no Rio de Janeiro em Petrópolis, na região litoral serrana do Rio. Digo que fui das turbinas de avião pra bundinhas de bebê na Johnson. Todo mundo pergunta porquê. Na verdade, já tinha uma vontade de voltar pra São Paulo, sou paulista e fui para o Rio de Janeiro para tocar a área de comunicação da GE Aviação, porque não tinha ninguém lá. Foi um grande desafio! Depois de um ano e meio, vi que já tinha estruturado a área de comunicação e as coisas começaram a andar sem precisar de mim e foi o momento que percebi que precisava voltar a estudar e me relacionar com profissionais de comunicação.
 Em Petrópolis, não tinha nenhum curso de comunicação nem profissionais de comunicação. Me vi muito fechada naquele mundinho e estagnada no aprendizado, então eu resolvi buscar uma vaga de comunicação em São Paulo para voltar a estudar, me relacionar e frequentar os grupos de comunicação.
Eu tentei me movimentar na GE, mas a movimentação estava prevista só para 2017 e eu coloquei uma meta na minha vida de mudar até 2015. Então eu procurei uma vaga em outra empresa e a Johnson me chamou pra trabalhar na área médica.

Como é o seu dia a dia na empresa?

Eu sou responsável pela comunicação interna e externa da Johnson na área médica. A Johnson é dividida em três empresas e eu sou responsável pela área de dispositivos médicos.
Eu tenho uma rotina muito forte em comunicação interna, mais que externa, porque a área é nova na Johnson, por incrível que pareça. A imprensa está mais madura, consegue andar sozinha, então nós só alinhamos algumas questões.
Estamos (eu e minha equipe) reestruturando todos os processos e canais de comunicação. Hoje, minha rotina é definir modelos, processos, alinhar e ensinar a nova agência de comunicação interna, que contratamos recentemente, a rodar sozinha na empresa.

Katia no evento Talentos da Casa
Foto: Ethel Pereira
Segundo o site da instituição, o credo da Johnson & Johnson coloca as necessidades e o bem-estar das pessoas as quais serve em primeiro lugar. Como o departamento de comunicação trabalha essa ideia?

O paciente está sempre em primeiro lugar em tudo o que a gente faz. Então antes de qualquer tomada de decisão, na hora de vender um produto nosso (diapositivos médicos), estamos pensando lá na ponta, na saúde do paciente.
Nós trazemos o que a Johnson faz para melhorar a saúde do paciente e qual é o papel de do funcionário para que ele se sinta protagonista e importante nesse processo de decisão, que implantará na vida do paciente. Nós tomamos muito cuidado, pois temos a vida em nossas mãos.

Qual foi o maior aprendizado em sua carreira?
A primeira empresa que eu estagiei e passei bastante tempo foi a Cargill, uma empresa agrícola, aí eu fui para uma empresa de aviação e hoje estou na  área médica. Essa diversidade de negócios, de perfis de pessoas, ramo e cliente final. Antes, trabalhava com B2B e commodities e agora, com B2C. Isso me deixa uma profissional mais completa, porque passei a ter uma visão mais abrangente. Eu não sou especialista em aviação, nem na área médica, mas tive experiências nessas áreas, e na hora de tomar uma decisão, isso é um diferencial. 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Talentos da Casa 2015 - Entrevista com Gabriela Hopf

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Foto: arquivo pessoal
O blog teve o prazer de entrevistar também Gabriela Hopf, formada em Relações Públicas e estudante de Letras português-alemão. Gabriela atua, desde 2011, na área de Relações Públicas em projetos de comunicação interna, organização de eventos, relacionamento com a imprensa e mídias sociais. Atualmente é assistente de marketing na Burson-Marsteller, uma das maiores redes globais de comunicação corporativa.

Como surgiu a oportunidade de trabalhar na Burson-Marsteller? Conta um pouco pra gente a sua tragetória e atuação dentro da empresa.

A oportunidade de trabalhar na Burson surgiu em 2011, quando eu estava ainda na faculdade. Eu vi um anúncio pela central de estágios, me inscrevi e meu primeiro cliente foi a HP. Antes de entrar na Burson, eu estava em uma empresa de cursos no exterior e eu estava muito infeliz, pois a vaga foi vendida pra mim como comunicação e o que eu fazia era ficar pegando xerox, indo ao banco, café… o que não é problema, faz parte, mas eu só fazia isso, então eu estava muito infeliz; não era o que eu queria trabalhar. Então quando surgiu a oportunidade na Burson, eu corri pra lá fiz a entrevista, eu não tinha noção de quem era a Burson, não conhecia muito bem. Depois que eu fui ver que é a 6ª maior rede global de agência de relações públicas no mundo, então para o mercado de RP ela é relativamente conhecida, por mais que eu não a conhecesse antes. Foi muito legal, uma experiência muito boa, e eu ainda tive a sorte de entrar para a HP primeiro como assessoria de imprensa, estagiária… E depois, quando surgiu um projeto inesperado de comunicação interna, a conta saiu de uma agência e veio pra Burson, e a gente fez a intranet da HP inteira, todo o modelo. Foi muito legal participar de um projeto assim, propor uma coisa do zero, não tinha antes intranet e a gente começou.

Depois a Natura entrou - que é um cliente grande também - para a assessoria de imprensa, relação com os investidores, e também tinha o Instituto Natura, no qual a gente fazia toda a assessoria e eu acabei sendo escalada para ser técnica Natura, então trabalhei mais um ano com ela. Ano passado fiquei o ano inteiro fora, fiz um intercâmbio pra Alemanha onde fiquei estudando, e voltei em maio para a Burson de novo. Por gostar tanto assim da empresa, praticamente todo o meu histórico de trabalho foi nela! Agora estou na área de Marketing. Eu gosto bastante, tem um ambiente de agência muito gostoso, muito diferente, muito criativo, a gente se sente muito a vontade lá.

“A Burson-Marsteller é uma das maiores redes globais de consultoria de comunicação corporativa e relações públicas, conhecida por seus projetos estratégicos e ideias inovadoras que constroem e sustentam marcas e reputações sólidas.” Isso é o inicio da descrição da instituição no site de vocês. Nós sabemos que construir e sustentar marcas e reputações SÓLIDAS não é uma tarefa fácil. Como sua formação em Relações Públicas te ajuda, diariamente, a lidar com o desafio de fornecer os melhores projetos e soluções para os clientes de uma empresa tão conceituada na área?

Gabriela no Talentos da Casa 2015
Foto: Ethel Pereira
Eu acho que o grande diferencial de relações públicas está na nossa formação, nos somos profissionais muito amplos; a gente tem um pouco de tudo de comunicação, por exemplo, a gente sabe de comunicação interna, de organização de eventos, a gente lida muito com isso. E também a questão dos públicos, que é importante ter uma visão muito ampla dos públicos, porque o relações públicas nada mais é que um gerente de relações, certo, esse é o nosso trabalho. E a gente sabe que essas relações, pra construção dessas reputações levam anos e é um trabalho de formiguinha - não é da noite pro dia -, requer muito contato e, por fim, relacionamento. Então eu acho que esse é o grande diferencial de relações públicas. Um dia mesmo eu estava fazendo um plano de divulgação de um produto e eu estava pensando no público interno, no público externo, nos possíveis clientes que poderíamos ter com aquele produto, então você tem uma visão 360º. Esse é um grande diferencial. E também na faculdade a gente esta acostumado a pensar sempre na estratégia de negócios da empresa. RP é uma faculdade muito prática, tem projetos experimentais, então você já esta acostumado, e quando você esta no dia a dia do trabalho, sabendo a estratégia da empresa, você já consegue linkar uma coisa com a outra.

Pensando ainda na Burson, por ser uma agência muito conceituada, eles já esperam de você o melhor, como superar essas expectativas e fidelizar o cliente?


Foto: Ethel Pereira
Olha, eu acho que é um trabalho primeiro em equipe, a gente tem diretores, gerentes e o próprio presidente - pessoas muito boas. O que eu gosto muito da Burson é que quando entra um projeto todo mundo coloca a mão na massa, do estagiário ao diretor, o que for preciso fazer - independente da hierarquia - a pessoa vai fazer. Se o diretor precisar fazer um follow up ou um mailing, ele vai fazer. Nosso grande diferencial é esse: trabalho em equipe. Pelo fato de sermos uma empresa global, nós temos muita ajuda de fora também, então tem muita troca entre as agências. Como vocês fazem isso, aquilo… as estratégias também, a Burson Global desenvolveu todo um jeito de pensar a estratégia de comunicação, então a gente procura dados para basear nossas comunicações. Então acho que é isso: dados, trabalho em equipe e estratégias bem definidas.

Nós sabemos que você já atuou em projetos de comunicação interna, organização de eventos, relacionamento com a imprensa e mídias sociais, e atualmente é assistente de marketing. A formação em Relações Públicas nos dá esse leque de possibilidades. Você sente que já se achou profissionalmente, que já percorreu por caminhos suficientes dentro do que a profissão pode te oferecer ou tem o desejo de atuar em outras áreas e assumir novos desafios?

Olha eu acho que eu não percorri todos os caminhos, por que eles são infinitos e essa é a grande mágica de relações públicas. Tenho muito interesse de trabalhar em outras áreas, até porque hoje em dia a gente não fala mais de uma área em comunicação, a gente fala de tudo. E isso é o legal de Marketing, hoje eu faço mídias sociais, faço eventos, é uma visão bem integrada. Eu to realizada, eu gosto do que eu faço, mas eu ainda quero tentar, com certeza outros meios porque esse é o futuro. Se eu ficar parada, só no que eu faço, não vou evoluir nunca.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Talentos da Casa 2015 - Entrevista com Marcelo Silveira

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Foto: arquivo pessoal
O RPantone conversou com Marcelo Silveira Bagdanavivius, formado em Comunicação Social com habilitação em Relações Públicas pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), pós-graduado em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Com 10 anos de experiência na área de comunicação e pesquisa de mercado, exerce atualmente a função de analista de comunicação e marketing do CONECTA, unidade de pesquisas online do IBOPE Inteligência.

O profissional bateu um papo com o blog e contou tudo o que aconteceu em sua carreira até agora, desde que se formou em 2007:

As coisas na minha carreira foram acontecendo aos poucos. Eu queria fazer o curso de relações públicas para trabalhar com entretenimento, mas no início da carreira a gente quer estagiar, fazer emprego e aceita as primeiras oportunidades que surgem. Comecei, então, estagiando na área de pesquisa, depois fui trabalhar com assessoria, quando vi estava indo para o lado do marketing, vesti essa camisa e gostei.
Na graduação de relações públicas, aprendemos um pouco de tudo na área de comunicação, então senti falta de me especializar em alguma área. Portanto, como meta em médio prazo, estabeleci que deveria fazer uma pós-graduação. Fiz a pós na área de Marketing e hoje em dia quero focar mais na área de comportamento de consumidor, agora quero estudar um pouco mais sobre esse comportamento. Traçar metas é muito difícil, porque nosso mercado é bastante dinâmico. As minhas metas profissionais hoje são focadas dentro da empresa onde trabalho no momento. Não estabeleço planos de carreira.
Marcelo concede entrevista ao RPantone
  Foto: Marina Gonzaga
Eu acredito que o mercado de trabalho do RP é promissor. Ouço isso desde que me formei, mas o contexto que temos vivido ultimamente, principalmente essa era das mídias digitais, essa oportunidade que as pessoas possuem de se manifestarem mais, nos mostra como a profissão é importante. Nós, como relações públicas, temos o papel de mediar essa liberdade digital, então, tende a aumentar a visibilidade. Formei-me em 2007 e desde essa data ainda acho que o mercado precisa se unir pra mostrar o valor do RP, a utilidade, o objetivo desse profissional e a importância que carrega com ele. O mercado hoje em dia está mais profissional do que na época que terminei a faculdade, mas se está mais amplo tenho minhas dúvidas, porque muita gente que não é dessa área, entra e executa esse papel. Talvez falte a presença de um conselho ou algo do tipo para cumprir e impor mais a nossa profissão.
Somos mais reconhecidos, mas temos ainda um caminho muito longo pela frente. As empresas muito consolidadas já conhecem a profissão, a importância dela, mas observo que dependendo do mercado, do porte da empresa, (infelizmente é um pouco ruim até falar sobre isso) a necessidade de um profissional de comunicação não é estabelecida com a contratação de um RP; se vier um profissional de marketing, jornalista, um publicitário, já está muito bom. Existe um mix muito grande, muita gente capacitada a realizar qualquer tarefa.
Duas experiências me marcaram profissionalmente. A primeira quando trabalhei com assessoria no gabinete do prefeito Kassab, quando foi estabelecida a lei “cidade limpa” e eu vesti a camisa porque achei a iniciativa muito bacana. Ao mesmo tempo, me trouxe uma experiência de vida muito grande, porque trabalhar na administração pública é muito interessante, a visão dessa área é diferente. Nunca pensei em trabalhar nessa área e eu aprendi muito.
E a segunda, foi quando eu entrei no IBOPE. Não entrei trabalhando na área de comunicação, mas sim em um departamento pequeno lá dentro. Então, fui convidado a montar um departamento especializado em comunicação e marketing, que existe até hoje. Foi um marco pra mim, um desafio imenso poder coordenar e acompanhar a criação do departamento de comunicação do IBOPE.
Esse departamento deu vida, em 2011, à empresa CONECTA, que atualmente trabalha com mídias digitais. É importante dizer que a CONECTA é um braço de pesquisas online do IBOPE, mas, por atendermos concorrentes, outros parceiros, foi necessário criar um nome e uma identidade visual diferente.
Hoje temos um painel de internautas que respondem nossas pesquisas com mais ou menos 350 mil pessoas. Nossa função é cuidar desse relacionamento, full time, tanto por mídias digitais, e-mail, fazendo ações de comunicação direta com eles, quanto pela comunicação institucional. Somos os responsáveis por fazer a apresentação institucional, folders e qualquer peça pra eventos ou até mesmo pra prospecção da área comercial.
Marcelo e sua estagiária Stéphanie Oliveira no Talentos da Casa 2015
Foto: Marina Gonzaga
Além disso, cuidamos da parte de recrutamento de pessoas pro nosso painel, por meio de parcerias, como o Catraca Livre e MTV. Fazemos diversas ações de comunicação e marketing que tem como objetivo principal prospectar e fidelizar, porque as pessoas que estão no nosso painel, são a essência do nosso dia a dia no trabalho.

Por ser uma plataforma online, a CONECTA carrega pontos positivos e negativos que devemos levar em consideração. Em relação à parte financeira, é muito mais barato, porque a logística do offline é muito difícil, assim o preço online se torna um atrativo. A rapidez é um ponto forte também, porque atingimos mil pessoas em dois dias se for necessário. Ao mesmo tempo, a pesquisa online ainda não é representativa, porque representa os internautas brasileiros, mas não a população brasileira.
O online é bom por ser mais interativo, as pessoas tendem a serem mais sinceras quando temos que tratar de temas sobre drogas, opiniões polêmicas. Além do que é mais gostoso, porque nos permite brincar, pode-se responder a hora que quiser, quando estiver disposto. Podemos fazer questionários com games, divertidos, o que torna a pesquisa mais interessante.
Mas, apesar da pesquisa de rua ser mais maçante e chata, ainda vivemos uma mudança cultural. Alguns de nossos clientes ainda querem passar o mesmo questionário offline para o online, ou seja, pesquisas de 40 minutos, o que é impossível no online de ter sucesso. E o ambiente online muda constantemente, pois não é mais como a quatro anos que a gente enviava e respondia a pesquisa por e-mail. Hoje temos que correr atrás de tentar responder via facebook, via mobile. Muda muito e temos que acompanhar as tendências para não deixar furos com nossos clientes. 

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Talentos da Casa 2015 no Centro Universitário Belas Artes

Somente para alunos da Instituição, quarta edição do evento “Talentos da Casa”, que aconteceu no dia 26/08, foi realizado com muito sucesso no Centro Universitário Belas Artes e contou com a presença de profissionais da área de Relações Públicas em bate-papos e palestras sobre as práticas da profissão em mercados diversos.


Alunas da casa, estagiárias de duas das empresas citadas no evento, integraram a programação juntamente com seus gestores na parte da manhã. Ao final do evento, no período noturno, foi lançado o desafio “Um dia de RP” e teve como objetivo a criação de cases com um tema voltado às mulheres que sofrem de câncer de mama.



Nós do blog RPantone estávamos presentes na cobertura dos dois períodos do evento e, aproveitando a oportunidade de participar desse encontro, conversamos com os participantes que compartilharam suas experiências como Relações Públicas para os alunos da Belas Artes:

·   Marcelo Silveira Bagdanavicius, analista de comunicação e marketing do Conecta Brazil (unidade de pesquisa online do IBOPE Inteligência) e sua estagiária Stéphanie Oliveira;
·   Flávia Vanzela Lania, analista sênior de comunicação na Whirlpool Latin America e sua estagiária Mithály Paola;
·    Gabriela Hopf, analista de marketing da Burson & Marsteller;
·    Katia Sala, coordenadora de comunicação da Johnson & Johnson.

Durante essa semana compartilharemos com todos as conversas que tivemos com esses profissionais que foram muito solícitos em dividir suas experiências.

Aguardem e não percam, vale muito a pena ler!