quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Comunicação integrada, um desafio para um comunicólogo



Em uma comunicação organizacional existe um movimento constante, uma dinâmica que ultrapassa a simples produção de veículos: as revistas e seus anúncios publicados, dos releases disparados e das apresentações institucionais em Power Point. Um profissional que trabalha com indivíduos de diversas crenças, etnias, bairros, entre outros sabe o quão difícil é o controle da comunicação. É visto que tudo e todos se comunicam.
Em um telefonema de um consumidor para o SAC da empresa; o vigilante do terreno da futura fábrica e os moradores vizinhos; o empregado terceirizado e que não fez concurso para trabalhar naquela estatal e seu companheiro de baia - que é concursado. Entre a área de suprimentos e o fornecedor de parafusos durante uma negociação estressante e no próprio visual da recepção da empresa além, é claro, de acontecer também nos veículos de comunicação estruturados para dentro e para fora da organização. Tudo isso acontece em um círculo, numa espiral sem fim e sem limites. Um universo ainda mais potencializado pelas redes sociais que se multiplicam na web. Que distribuem boas ou más percepções através de opiniões variadas

Neste cenário, pensar na comunicação integrada para melhorar a qualidade das relações entre esses públicos envolvidos e tentar reduzir ruídos em todos estes contatos, influenciando a roda gigantesca dessa conversa é uma questão estratégica e fundamental.  Sejam eles de qualquer segmento de mercado, do setor público ou privado, dependem cada vez mais da comunicação para agregar valor ao que representam. E esta deve ser uma preocupação que não pode ser responsabilidade somente da equipe de comunicadores. 

Para uma comunicação integrada acontecer de fato, a estratégia deve considerar a sintonia com cada público interno. Porque não adianta uma linguagem apenas tentando impor o seu discurso. Comunicação organizacional tem que ter uma abordagem múltipla, ou seja, “agradar” a todos os públicos envolvidos internamente, com os objetivos que reforcem as relações através da prática de valores e de respeito.

pensar e trabalhar a comunicação integrada numa empresa e nos seus relacionamentos sobre os stakeholders é buscar a harmonia com o todo. Saber ajustar a sintonia do diálogo corporativo para cada faixa de audiência, de cada funcionário de maneira personalizada.

Já parou para pensar que em uma orquestra, onde o som de cada instrumento depende do talento do músico? Em uma organização não é diferente. Cada integrante faz a diferença e tanto um como o outro precisa igualmente de sua capacidade e ajuda, assim, tornando-se sempre uma equipe unida e que fale a mesma língua.

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